No Dia Nacional do Patrimônio Histórico, história da cidade segue encaixotada

20 de Agosto de 2025

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No Dia Nacional do Patrimônio Histórico, história da cidade segue encaixotada

Dia 17 de agosto foi oficializado em 1937 como Dia Nacional do Patrimônio Histórico. A Data foi escolhida por Getúlio Vargas em homenagem ao historiador e jornalista Rodrigo Mello Franco de Andrade que trabalhou até a sua morte, em 1969, no Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. 

De importante reconhecimento nacional, a data, para Fernandópolis, não trará motivos para comemoração. Nossa história nunca foi valorizada e tampouco nosso patrimônio histórico e cultural, salvo em casos que a própria sociedade civil se mobiliza com esse objetivo. 
A maior prova dessa realidade está na casa de Carlos Barozzi - um dos fundadores da cidade – que abrigava o Museu Histórico de Fernandópolis. A construção, que é da década de 30, está interditada desde 2013 e, não obstante as inúmeras promessas, não tem prazo para reabrir. 
O risco iminente de desabamento levou a prefeitura a executar obras de reforço da estrutura, incluindo o telhado. Colunas e uma cinta de concreto reforçaram a segurança das paredes e telhado, foi feita a troca de calhas e construção de nova calçada, mas depois disso, só promessas. 
De acordo com a Secretaria de Cultura falta agora promover o restauro de portas e janelas e executar ainda pequenas obras para adequar o prédio em condições de receber o acervo histórico. Enquanto isso, as mais de 400 peças catalogadas que contam fatos importantes da história do município estão encaixotadas. 
HISTÓRIA DO MUSEU 
Atualmente, o Museu Histórico de Fernandópolis mantém um acervo com objetos que pertenceram a antigos moradores e que representam a cultura local e regional. 
O núcleo inicial do acervo foi constituído através da doação da família Barozzi e pela transferência do acervo de vários museus escolares. Além disso, outras famílias doaram outros objetos, que representam a história e o cotidiano da cidade. 
O local abriga telefones da década de 40, os primeiros computadores de Fernandópolis que surgiram na década de 80, doados pelo Escritório Brasil. Os teclados são fixados nos monitores e as CPUs possuem cerca de um metro de altura. Há também as mobílias da sala do primeiro prefeito eleito, Libero de Almeida Silvares, e um armário com louças da família Barozzi. O próprio prédio faz parte da história da cidade. 
O museu foi instituído no dia 10 de novembro de 1982 pelo então prefeito Milton Edgar Leão, data da fundação do bairro de Brasilândia. A casa que abriga a história fernandopolense foi construída no final da década de 1930.
OUTRO LADO 
Procurada, a Prefeitura de Fernandópolis informou que contratou uma empresa da cidade de São Paulo, especializada em Museus, para prestar uma assessoria técnica para a equipe local. Eles vão fazer um levantamento em cima dos itens que já foram novamente catalogados das peças históricas e inclusive com relação ao próprio prédio do Museu de Fernandópolis.
Sobre o prédio a administração informou que está buscando recursos financeiros para a total finalização da obra, mas afirma que não existe uma data definida para isso. 
“O principal objetivo da administração é recuperar a estrutura do prédio que estava muito danificada, e ainda há muito o que se fazer. No momento estamos buscando os recursos para a conclusão da obra, e também oferecer qualidade com as peças em exposição ao público”.